
Os medicamentos vendidos em farmácias não poderão mais ficar ao alcance direto do consumidor. É o que determina a resolução publicada no último dia 18 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estipulou novas regras para a compra e venda de remédios no País.
A principal mudança refere-se ao acesso dos consumidores a medicamentos a granel e vendidos apenas diante da apresentação de receita médica. Esses produtos deverão sair das prateleiras e serem expostos apenas atrás do balcão, onde somente os funcionários dos estabelecimentos terão livre acesso. Discutidas ao longo dos últimos dois anos, as regras têm como objetivo reduzir a automedicação.
Proprietários e gerentes de estabelecimentos entrevistados pela reportagem do JI-Diário veem nesta medida uma maneira eficaz de combatê-la, mesmo que isso implique na diminuição das vendas.
“Acho que essa medida irá afetar a venda de alguns produtos, mas é a população que sairá ganhando, pois trata-se de uma forma de evitar a automedicação. Há pessoas que compram medicamentos por impulso e não é intenção das farmácias estimular esse consumo”, diz o farmacêutico, José Roberto Barone, proprietário da Derma Fácil.
Jamil Dias Filho, gerente da Drogaria Belém, também concorda com a nova resolução. “Concordo porque se trata de lei. Mas, de certa forma isso irá interferir nas vendas, inibindo o consumo dos medicamentos, hábito que as pessoas têm de comprar mais de um medicamento encartelado, o que evitará a automedicação”, afirmou. Segundo ele, as farmácias terão que dispor de profissionais gabaritados na função (farmacêuticos) para orientar os consumidores.
Marcio Ricardo Facina, atendente da Drogaria Majestic se diz tranquilo com as novas regras. “Essa norma não nos pegou de surpresa, pois ela já vinha sendo cumprida antes mesmo da publicação. Agora até para comprar AAS é preciso pedir orientação para o farmacêutico e em caso de problemas ele deverá orientar o cliente para que procure um médico”, diz ele.
Luis Antonio Franco Penteado, proprietário Drogaria São Matheus, também não vê problemas em cumprir as novas regras. “Para mim, não há inconveniente algum, inclusive já venho mantendo a venda desses medicamentos para o lado interno do balcão. Essa medida já vem sendo adotada há algum tempo. Acredito que essa medida não afetará as vendas”, conclui.
DEMAIS PRODUTOS
A determinação proíbe também a venda de produtos sem vinculação com a área de saúde, tais como chocolates, balas, refrigerantes, entre outros. Ficam de fora das restrições os produtos de higiene pessoal que não requerem conhecimento médico para o uso, como fitoterápicos, cosméticos, escovas de dente e sabonetes. Continuam sendo permitidos os serviços já oferecidos pelos estabelecimentos, tais como, medição de pressão arterial, aplicação de injeção e perfuração do lóbulo auricular, para colocação de brincos.
Os produtos chamados não medicamentos respondem hoje por quase um terço das vendas em farmácias, segundo levantamento da Fundação Instituto de Administração, órgão ligado à Universidade Estadual de São Paulo (USP), encomendado pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Somente esses artigos movimentaram mais de R$ 800 milhões, com participação de 28,05% no total do faturamento do setor farmacêutico no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, a receita geral no segmento chegou a R$ 2,88 bilhões, índice 21,49% superior ao mesmo período do ano passado.
Já os do segmento de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria tiveram alta de 28,65% em relação ao ano passado. O aumento de portifólio de produtos se deve à demanda gerada pelos consumidores que passaram a enxergar as farmácias como ponto de venda de um mix variado de produtos do que como algo específico para remédios, explica Renato Meirelles, diretor do DataPopular, instituto de pesquisas especializado no segmento popular da sociedade.
As novas regras também criam um marco regulatório para a venda de remédios por telefone e internet. Apenas farmácias com lojas abertas ao público poderão oferecer medicamentos por esses meios. Para oferecer o produto, a empresa terá de viabilizar uma forma de comunicação direta entre farmacêutico e internauta. Medicamentos de tarja preta também estão proibidos de serem vendidos por esses meios, a compra será permitida apenas pessoalmente e a receita deverá ser vista pelo funcionário do estabelecimento.
PRAZO PARA ADEQUAÇÃO
Itatiba possui 44 farmácias e drogarias, segundo os dados fornecidos pela Prefeitura de Itatiba, por meio da Secretaria de Saúde e do Departamento de Vigilâncias em Saúde. Os estabelecimentos terão 180 dias para se adequarem às novas regras que estão disponíveis para visualização no site www.itatiba.sp.gov.br a serem publicadas na imprensa Oficial do município. O Departamento de Vigilâncias em Saúde se coloca a disposição para mais esclarecimentos, que poderão ser obtidos através dos telefones 4538-6239 e 4538-8696 ou pelo e-mail visafarmacia@itatiba.sp.gov.br.
A principal mudança refere-se ao acesso dos consumidores a medicamentos a granel e vendidos apenas diante da apresentação de receita médica. Esses produtos deverão sair das prateleiras e serem expostos apenas atrás do balcão, onde somente os funcionários dos estabelecimentos terão livre acesso. Discutidas ao longo dos últimos dois anos, as regras têm como objetivo reduzir a automedicação.
Proprietários e gerentes de estabelecimentos entrevistados pela reportagem do JI-Diário veem nesta medida uma maneira eficaz de combatê-la, mesmo que isso implique na diminuição das vendas.
“Acho que essa medida irá afetar a venda de alguns produtos, mas é a população que sairá ganhando, pois trata-se de uma forma de evitar a automedicação. Há pessoas que compram medicamentos por impulso e não é intenção das farmácias estimular esse consumo”, diz o farmacêutico, José Roberto Barone, proprietário da Derma Fácil.
Jamil Dias Filho, gerente da Drogaria Belém, também concorda com a nova resolução. “Concordo porque se trata de lei. Mas, de certa forma isso irá interferir nas vendas, inibindo o consumo dos medicamentos, hábito que as pessoas têm de comprar mais de um medicamento encartelado, o que evitará a automedicação”, afirmou. Segundo ele, as farmácias terão que dispor de profissionais gabaritados na função (farmacêuticos) para orientar os consumidores.
Marcio Ricardo Facina, atendente da Drogaria Majestic se diz tranquilo com as novas regras. “Essa norma não nos pegou de surpresa, pois ela já vinha sendo cumprida antes mesmo da publicação. Agora até para comprar AAS é preciso pedir orientação para o farmacêutico e em caso de problemas ele deverá orientar o cliente para que procure um médico”, diz ele.
Luis Antonio Franco Penteado, proprietário Drogaria São Matheus, também não vê problemas em cumprir as novas regras. “Para mim, não há inconveniente algum, inclusive já venho mantendo a venda desses medicamentos para o lado interno do balcão. Essa medida já vem sendo adotada há algum tempo. Acredito que essa medida não afetará as vendas”, conclui.
DEMAIS PRODUTOS
A determinação proíbe também a venda de produtos sem vinculação com a área de saúde, tais como chocolates, balas, refrigerantes, entre outros. Ficam de fora das restrições os produtos de higiene pessoal que não requerem conhecimento médico para o uso, como fitoterápicos, cosméticos, escovas de dente e sabonetes. Continuam sendo permitidos os serviços já oferecidos pelos estabelecimentos, tais como, medição de pressão arterial, aplicação de injeção e perfuração do lóbulo auricular, para colocação de brincos.
Os produtos chamados não medicamentos respondem hoje por quase um terço das vendas em farmácias, segundo levantamento da Fundação Instituto de Administração, órgão ligado à Universidade Estadual de São Paulo (USP), encomendado pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Somente esses artigos movimentaram mais de R$ 800 milhões, com participação de 28,05% no total do faturamento do setor farmacêutico no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, a receita geral no segmento chegou a R$ 2,88 bilhões, índice 21,49% superior ao mesmo período do ano passado.
Já os do segmento de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria tiveram alta de 28,65% em relação ao ano passado. O aumento de portifólio de produtos se deve à demanda gerada pelos consumidores que passaram a enxergar as farmácias como ponto de venda de um mix variado de produtos do que como algo específico para remédios, explica Renato Meirelles, diretor do DataPopular, instituto de pesquisas especializado no segmento popular da sociedade.
As novas regras também criam um marco regulatório para a venda de remédios por telefone e internet. Apenas farmácias com lojas abertas ao público poderão oferecer medicamentos por esses meios. Para oferecer o produto, a empresa terá de viabilizar uma forma de comunicação direta entre farmacêutico e internauta. Medicamentos de tarja preta também estão proibidos de serem vendidos por esses meios, a compra será permitida apenas pessoalmente e a receita deverá ser vista pelo funcionário do estabelecimento.
PRAZO PARA ADEQUAÇÃO
Itatiba possui 44 farmácias e drogarias, segundo os dados fornecidos pela Prefeitura de Itatiba, por meio da Secretaria de Saúde e do Departamento de Vigilâncias em Saúde. Os estabelecimentos terão 180 dias para se adequarem às novas regras que estão disponíveis para visualização no site www.itatiba.sp.gov.br a serem publicadas na imprensa Oficial do município. O Departamento de Vigilâncias em Saúde se coloca a disposição para mais esclarecimentos, que poderão ser obtidos através dos telefones 4538-6239 e 4538-8696 ou pelo e-mail visafarmacia@itatiba.sp.gov.br.

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